Nunca vejo, na sala do meu coração, eu sentadinha lá.Geralmente não sou eu que abro a porta do meu coração, ela está já aberta.Ai eu coloco meus olhos lá dentro, e vejo um quarto bonitinho, meio bagunçazinho, meu arrumado.Como o quarto/sala dos meus sonhos:duas prateleiras no canto esquerdo, um sofázinho vermelho no canto oposto, uma janela acima dele, que eu abro (e faço questão de abrir ) toda vez que dou uma de turista cardíaca.Ah, tem um quantinho cheio de livro, muitos mesmo.E tem umas tralhas, como travesseiros gostosos, porta-retratos e enfeitinhos fofis.
Ai eu geralmente vejo alguém depois que penso demais, mas não vejo realmente, só sei quem é.E lá está o dito cujo(AH PALHAÇADA!), mas geralmente tem só uma pessoa, pois é um quartinho pequeno e aconchegante (engraçada essa palavra) e muitas pessoas juntas fica um caos.Mas as pessoas estão lá, porque tem várias fotos das pessoas que amo coladas nas paredes, no teto, etc.
E com toda essa coisa de entrar no coração, eu refleti,sabe.Preciso estar mais presente por lá.Preciso gostar mais de mim, expulsar umas(ou um) pessoas dali e tentar me encontrar mais.
Porque, afinal, quem não se tem no coração, não controla suas mãos!
(moral da estória: nunca tente inventar uma moral que rime.beijinhos.)
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