Chega, nessa mesa azul com alguns rabiscos posteriores.Lapiseira na mão, mesmo adorando lápis;nada e tudo tedioso ali na frente de mim de de meus colegas, vestindo um aventa azul e com as mãos sujas de giz.
Não tem como evitar,não ia prestar atenção , então minha opção era desenhar na mesa.Pedindo desculpas mentais para as tias da limpeza,começo a figuração de um sentimento que como de praxe, é abstrato.Ponto de interrogação, de várias formas e tamanhos, com relevo ou sem, retos ou tortos.
Não consigo saber o que me deixa tão frustada quanto a algo que me fazia antes até com certa paz.
Se não são Pontos de interrogação,é o meu nome várias vezes, com vários tpos de grafia.Talvez seja eu procurando formas de uma Renata que eu ainda não encontrei.Não há equilíbrio,não há razão,mas não consigo continuar numa coisa que não é sincera...
Esta é a questão.Chego ao ponto de aproximar minhas duas principais obras - interrogações e substantivos próprios - e percebo que não sei de nada; ou sei muito e me sinto fraca,me sinto insegura,me sinto incapaz de assumir tudo que quero fazer.Bobagem, santa bobagem,futilidade,oco;vazio, incruado.Obrigado e sem sal.
E mesmo que eu apague meus rabiscos,e deixe tudo azulzinho de novo, tudo continuará rascunhado e rabiscado em meu dentro de mim.E me desculpe, aliás.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
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