Dos meus rascunhos, meus erros
Há os seus olhos refletidos
Há sua boca, seus suspiros
Seus ouvidos corroídos
Que nem sabem ao certo o que tanto digo.
Quem sabe ao certo é quem você
E saber ao certo o ser você,
E querer tão certo nosso ser
De poder aberto o peito ter?
Quantas rimas piegmas terei que repetir?
Me embalando na doce voz,
Da qual não posso possuir, só pertencer.
Escolhendo o caminho só
Esperando o sol chegar de uma vez.
Descobrir o oposto, a realidade sóbria
Me privando de pensar
Penetrando nestes sonhos, grande fracasso
Pedindo aos anjos, tal remédio desse caso
Até que a cura chegue e assim permaneça
Afinal o que é o tempo além de entrelaçado remédio?
Renata Garcia Cruz
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