E ela foi à biblioteca mais antiga da cidade, pegou alguns livros, daqueles mais empoeirados, dos maiores e mais velhos. Pareciam que tais livros eram os que mais sabiam das coisas da vida. Folheou todos, olhos os índices, as notas de rodapé e não tinha nada escrito sobre isso. Tentou um cigana, que encontrou no caminho de volta pra casa. A garota perguntou a se aquilo tudo que estava acontecendo era possível, se era real, mas a cigana não sabia direito revelar alguma coisa para a menina. Pobrezinha, com linhas da mão tão tortas, ninguém conseguiria entendê-la tão fácil assim.
A garota, não satisfeita, continuou o caminho de casa, com aquilo na cabeça. Como era possível, o que eu posso fazer diante disso?
Chegando em casa, fez uma busca avançada no google, mas ninguém sabia dizer nada ao respeito. Como é possível gostar tanto de alguém assim, sendo que não se conhecem nem há um mês....
Então ela foi pro seu quarto, e abriu a janela. Em instantes uma forte luz invadiu as paredes do cômodo, junto com um lindo vento, que levou consigo velhos papéis, fotos antigas e algumas crenças mal resolvidas. O quarto ficou mais leve, ela mesma ficou mais leve. Observou seu quarto, e ele parecia limpo, novo, reluzente. Olhou-se no espelho e constatou um linda jovem, forte e muito capaz de viver e de amar. Assim, de repente, veio como um flash em sua cabeça, e algo nela a fez encontrar a resposta para essa questão que tanto a incomodava. Não foi exatamente uma resposta, mas foi a certeza do que devia fazer, do que queria de fato fazer, e de quem ela era.
Ouviu então que deveria simplesmente se permitir viver, se permitir ser ela mesma, se permitir gostar de alguém e desse alguém retribuir o sentimento. Não precisa explicação, afinal de contas. Só precisa de mais dele, mais de sua pele, de seus olhos, de sua conversa, de conhecê-lo cada vez mais.
Realmente não é muito normal eles se darem tão bem, não faz nem um mês que se conhecem! Mas que ele simplesmente se encaixam, ah, isso é verdade.
Feliz 2013.
sábado, 5 de janeiro de 2013
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