sábado, 26 de janeiro de 2019

Que desperdício de café

E afinal, isso tudo foi para brotar ou pra murchar a esperança que criei em mim?

Primeiramente, vamos às definições: essa esperança é aquela de que cabe amor na minha vida. Essa esperança é aquela de que alguém consegue me amar e permanecer na minha vida ativamente (e não só em forma de saudade e de cartas antigas). É aquela esperança que nutre meu sonho (aquele da estante de livros, cachorro, cama desarrumada e café da manhã). Esperar que dias com um tempero especial virão. Esperar que o amor também espera por mim.

Depois de mais uma dose de desilusão, creio que minha esperança entortou um pouco mais. Na realidade, a esperança começou a brotar no início disso tudo...florescia que só ela. Mas logo o solo parece que tornou-se infértil. As flores se fecharam.

Pergunto aos cosmos quais eram as suas intenções. Nada feito, pois não me responderam ainda. Sabe como é...anos luz para chegar a mensagem e anos luz para responderem. Acontece. O wi-fi não pega tão bem quanto nosso pensamento. Aproveito nessa mensagem e digo aos cosmos que providenciem outras formas de acalmar meu coração, pois está turbulência agora. Mais do que isso, o solo aparenta estar infértil. Como que vai crescer a flor no asfalto desta forma?

Não vai.

Acho que não vai. Nem nascer, nem resposta, nem brotar de novo. Se ao menos permanecer tudo como está... já está.

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