Não consigo encontrar uma música certa, um diálogo que me conforte, algo que valha meu tempo fora do meu trabalho - qual desse, não posso reclamar de satisfação. Parece que eu estou um tanto quanto com preguiça de interagir com quem quer que seja. Cansada de conversas banais que me cansam a alma por não encontrar conforto. Cansa conversar com quem tem opiniões muito diferentes. De vez em quando, faz bem poder conversar sobre o que passa mesmo em sua mente sem medo de se expor. Talvez o problema não seja o teor da conversa, mas a companhia. Meu tempo merece mais do que uma companhia banal, que me faz me sentir banal.
Ando me decidindo melhor. Dizendo para mim mesma que meus passos precisam dar uma guinada. Precisam se colocar mais dentro dos meus valores que me fazem bem. Não posso ir me enganando aos pouquinhos, deixando pra resolver mais pra frente. Não posso mais ir vivendo e empurrando com a barriga. Com isso, deixo de andar da forma que sei que quero e que sou capaz. Essa minha preguiça por mudança é tão clara para mim, está tão escancarada em meu campo de visão, que fico até envergonhada por continuar a mesma. A mesma. A mesma que se acha sempre no caminho certo. O quanto eu realmente revejo meus erros e aprendo com eles? Como saída, ando tomando decisões que antes eu não tinha coragem de tomar. O que me deixa mais tranquila é saber que ando tomando essas decisões sem hesitar por mais que algumas horas, sem depois ficar com remorso ou arrependimento.
Preciso de gente nova, e só consigo isso sendo uma nova Renata. Não uma Renata que esqueceu de quem foi - afinal, se sou nova, é porque um dia fui velha, e nada surge sem razão ou sem origem. Se somos processos, eu não vou deixar de ser quem sou, mas serei uma Renata que cada vez mais faz as coisas que mais acha certa para si mesma, combinando os valores que tenho com a noção que não vivo sozinha no mundo. Vejamos, vou continuar sendo educada, mas vou começar a me posicionar mais. Não ir onde não quero ir, mas também não posso deixar de sair se há algum lugar para ir. Quero me entender cada vez mais, quero ser mais minha amiga a ponto de poder me dar conselhos. Preciso de paz para mente. Preciso ser mais tranquila, pois vi que ando sempre à flor da pele: quem me vê, acha que sou um doce, mas sou exigente com a vida, com o mundo, comigo mesma, então vivo tensa e na cobrança. Preciso aceitar que nem sempre vou poder pagar em dia. Nem sempre vou estar com meu nome limpo na minha própria lista de devedores. Ao dever, fico mais rica: de tempo, de espaço para colocar outras coisas em meu coração.
Eu só quero um pouquinho menos de Renata que já passou, quero um pouquinho mais daquele todo meu potencial de ser alguém melhor. E nem sei se estou no caminho certo pra isso.
domingo, 15 de fevereiro de 2015
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