segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Migalhas

Minhas histórias de amor são basicamente resumidas em...migalhas. Parece que sempre que estou envolvida, que tenho planos, que me envolvo de uma forma correta, boa, que faz bem para os dois lados, recebo migalhas. Um oi no corredor, uma conversa ali numa tarde vazia em que paro de fazer tudo para conversar. Sabe? Uma ida até tal barzinho, mesmo eu morrendo de sono. Um fora dado pela internet. Um beijo de despedida e só. Nenhuma mensagem. Planos desfeitos. Esperar por muito tempo por ele. Ir naquela festa para poder acompanhá-lo. Ficar animada sozinha com algo, e ele ali, sem reação. É isso...migalhas. Quando der, nos vemos, quando der nos falamos. Vamos nos falar menos, para sentir saudades. Vamos nos falar mais qualquer dia. Vamos parar de nos falar para não estragar a amizade. Tudo assim...migalhas. Dou migalhas, também; na verdade faço em migalhas o meu tempo, do meu dia-a-dia, para que eu possa pegar a migalha do "ele" da vez. Eu prefiro deixar de trabalhar para escrever sobre ele. Prefiro sempre ele a mim. Sempre parar pra falar com ele quando me chama. Ele demora muito para me responder. Não estou aqui dizendo que há um certo ou errado, mas eu ando recebendo migalhas. Metade daquele cara. Uma parte do seu dia, de noite e só. Preciso ficar medindo as palavras para não fazer planos nem convites que o deixem encabulado. Não quero parecer chiclete afinal! E então eu dou...migalhas! Porque não receber o cem por cento não te permite ser cem por cento! Afinal, se eu for cem por cento, o que vai pensar de mim? E o pensamento já cria muitas teoria, de que serei abandonada. Quantas vezes os caras me deixam? Parece que é sempre assim, na maior parte das histórias. Me envolvo e...por vários motivos meus, não consigo fazer com que permaneçam. Não consigo fazer com que continue. Ele até quer, eu até sou legal, eu até sou sensata, eu até sou sensível. Eu sou séria, querido. Não há mais tempo a perder. Vamos agora, ou não vamos...


Texto de 21/09/2015


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