Enquanto caminhava, vi os grãos de terra
entre meus dedos do pé. O sol
queimava, e a solidão estava me desanimando. Parei para
sentar-me , mas ao instante em que parei, eu simplesmente despenquei. Não
sentei, nem deitei, nem cai. Foi um baque. Ninguém que
eu queria estava perto o suficiente para me segurar.Fechei os
olhos, ainda no chão. Não
aguentava mais pensar sobre os meus passos, se eu estava indo pelo caminho
certo; sendo que a vegetação que me rodeava se desfalecia. “É o outono!”. O
outono não dura tanto tempo assim, eu devia estar me enganando.E daí
que o sol forte rachava minha boca? Não havia algo que eu realmente queria dizer.E daí
que não tinha água?Eu já
estava transbordando, eu estava com tudo acumulado.
Não queria culpar ninguém. Aliás, não
havia a quem culpar. Só
restava minha pessoa.Minha
própria respiração me acusava. Meus
olhos só me confirmavam que eu só estaria naquele estado porque queria.
Então,ainda com os olhos fechados, de despencar de
todos os meus bolos encruados de sentimentos, eu resolvi sair correndo. Me
livrei da força da gravidade , e com muitos esforços, saí dali. Fui em
direção a uma flor, muito bonita, que eu já tinha visto, mas não fui atrás.Resolvi
correr e ir atrás da flor. Correr, correr. Cheguei. Ela me
sorriu. E de repente, num piscar de olhos não estava no mesmo lugar. Aliás,
estava, mas estava com uma aparência completamente mudada. Diria
simplesmente que estava mais…verde.Eu respirava melhor. Foi quando, onde estava aquela flor amarela,
surgiu um par de olhos.Eles me
salvaram, e realmente não estava mais cansada!
(Encontrei esse texto num tumbler
antigo meu. Até que não ficou de todo mal e eu também me prometi que iria agora
sempre salvar de alguma forma os meus textos antigos)
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