De cometer os mesmos erros do passado. De andar em direção ao mesmo abismo. De acreditar demais no amor. Ser a substituição e nunca ser o suficiente. Me entregar pouco às situações. De estar na mesma direção que é oposta a mim mesma. Entregando pelo vigésima vez sem retorno. Expondo meu coração a tal ponto em que não sei voltar atrás e não consigo disfarçar e fingir que nada aconteceu. Não ser suficiente, de novo. Te assustar com tanta entrega e confiança na vida. Ver você partir sem nem considerar ficar. Esperar por algo que não espera por mim.
Mas não em querer você ao meu lado. Ao dizer que estou aqui, de peito aberto, corpo e alma, e todos os clichês que quiser administrar na nossa coleção de clichês. Viver tudo que se reserva para mim, ou tudo que tenho reservado.
Viver aquilo que reservo para mim mesma, só que ao seu lado.
Esse convite não expira. Apenas o sinto. E aprendi, nesses anos, a respeitar minha intuição. Aqui está ela: gritando tão dentro e tão alto em mim que quase deixa de ser intuição e se torna megafone. Quase que se torna palavra feita, quase se abre em semente fértil, quase se precipita em água. Quase. Não permita Deus que o quase me tome conta. Não nasci para quases. Nasci mesmo é para o amor.
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