Aqui estamos nós (no caso eu e esse blog falido) em mais uma desintoxicação. Não que tenha me feito mal essa calmaria, muito pelo contrário! Calmaria traz paz ao falar, calmaria me encanta de prontidão, calmaria me surpreende positivamente. Mas calmaria tem novo endereço, e não é nele que estou.
A desintoxicação não é por ter sido ruim e eu preciso desapegar de um amor que faz mal. Um amor que faz chantagem emocional e me faz me sentir pequena. Não não...É justamente por ter sido incrível que eu insisto que preciso desapegar.
Que eu preciso desapegar é óbvio. Amores líquidos. Porém meu Vênus em leão me incentiva a ser intensa demais, querer demais, fazer planos demais. Juro que estou no trabalho do desapego e na contenção da ansiedade faz tempo: me faço lembrar que vale a pena confiar na vida e que o que é bom sempre vem. Confio muito nisso, e essa é uma das minhas certezas.
Mas eu desapego não só porque tento amadurecer, ser descolada, e menos ansiosa. Desapego porque você não está mais aqui e, como diz a música "eu me acostumo mas não te esqueço". Eu me acostumo mas não te esqueço...
A tal da desintoxicação é de tentar se desacostumar. Ou então se acostumar com o hoje. Eu sei, eu sei que eu falava que essa palavra era precoce, que não era necessária, mas agora percebo que ela faz total sentido. Não me arrependo de nada que vivi, e o preço que pago é apenas me desacostumar de sua presença. Me acostumar com sua ausência. Acho que entendeu.
(Não sei ser menos dramática. Eu juro que tento mas não me esforço tanto para não ser. Uma coisa de cada vez e a intensidade me ajuda no escrever. Me parece um tanto inofensivo!)
Não é uma tarefa fácil o se adaptar, mas não é nem um pouco impossível. Aquela história de amores líquidos...e apesar de não ser leve, pode ser poético. É o que tento fazer aqui, aliás. Quem sabe isso alivia qualquer processo de costume e desacostume?
Valeu todas as penas até aqui (e até além daqui): antes de tudo, eu tava é acostumada com um tipo de amor, que pra ser amor tinha que comer muito feijão e tomar boas doses de respeito, carinho e companheirismo. Aí eu encontrei essa voz que me traz paz, essa calmaria que deita a cabeça na minha cama onde costumo deitar os pés, e eu percebo que eu não sei é de nada da vida.
Eu tô tendo mesmo é que me desacostumar dos pequenos e fracos amores, e de quebra me desacostumar da luz que você emana mesmo estando longe. Ou então me acostumar que sua luz emana mesmo longe.
Eu não quero deixar de sentir, e nem acho que é possível. Mas, por hora, enquanto as coisas se acertam, enquanto eu continuo não sabendo de nada e nunca saberei, enquanto me lembro da calma e abro um sorriso...enquanto isso, vou ninar meu coração. Coração embalado em canção de ninar não é ilusão, é calmaria. Me deixe sonhar...
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