Me faltam palavras. Mas me sobram sentimentos.
Quando decidi abrir a porta, eu não fazia ideia no que estava me metendo. Mais uma vez, mais outra vez....eu fiz de novo: abri a porta a estranhos. Não que esse ato não tenha sua serventia, afinal, admiro os que se arriscam, os que se envolvem, os que são verdadeiros. Sonhei, sonhei, e tentei ser assim: abri a porta a estranhos, sem saber as consequências. Na realidade, minha prepotência (e falta de prudência) me avisaram que eu não poderia ir a algum lugar muito diferente de todos que já visitei. E então, quando eu abri a porta e deixei o estranho entrar, quando deixei o estranho usar a sala de jantar, o permiti usar o sofá da sala e meu travesseiro, quando eu deixei o estranho à vontade em meu coração, eu percebi que eu não fazia ideia de onde essa história iria me levar. Percebi que nada que vivi se parece com o que estava vivendo. Até tem algumas semelhanças entre minhas experiências e essa que lhes falo, mas sendo bem sincera, a vida adora me surpreender! A vida adora me tirar do sossego que me iludo em construir. Adora me tirar do auto amor que eu, inocente, penso fortalecer. Adora me provocar, tocar a campainha e sair correndo...deixando em frente à porta um estranho que parece querer entrar. Mas parece, só parece. A casa nunca parece ser o suficiente.
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