O sustento para um bom texto poder ser, muitas das vezes, um boa dose de coração partido. E para a sorte deste blog desavisado, aqui está um coração nestas condições: partido, cansado, triste, que chora com propaganda da Coca-Cola de natal, que procura desesperadamente músicas que o possam representar, que tenta escrever tantas vezes mas não tem sucesso. Este texto é mais um insucesso desse coração.
O que mais eu haveria de fazer além de escrever? Eu não sei. Escrever é uma fórmula que uso há uns anos, ela reage bem a momentos em que meu coração grita dentro de mim. Parece que coração acalma e sossega, ele gosta de ser visto, agradece o reconhecimento e se sente representado. Pois aqui vai seu representante: este texto cheio de frases desconexas que só servem de refúgio a este coração em especial. Quem mais conhece todas suas referências?
Cada curva desse refúgio esse coração diz conhecer. Pede para colocar de novo aquela música, pede pra irmos de novo naquela memória, pede que eu transcreva seus sentimentos. E aqui estou. Se eu me apresentar mais um pouco, acredito que os leitores devem sair correndo, entediados. Fiquem, por favor. É um apelo desse coração cansado. Já citei que ele chora ao ver propagandas?
"Cadê?", eu me pergunto. Cadê tudo isso que eu sonho? Ou melhor perguntando ao universo, questiono: por que não acho nunca onde está? Por que tantas vezes é necessário que eu passe por esse processo de textos falidos, de frases por dizer, esse medo de não encontrar o amor? Talvez eu esteja reagindo não tão bem afinal, todas as vezes essa é a fórmula: gasto e desgasto essa massa cinzenta com reflexões, suposições, e aquele famosos "e se" que grudam feito cola quente nas paredes dos textos. Todas as vezes é isso, e assim mesmo há algo que eu não tenho enxergado. Eu já não sei mais enxergar com clareza, porque parece que tudo vem à tona e minhas teorias são infestadas de traumas anteriores que insistem em assombrar. Me deixem em paz....venham pra luz. Quero entender tudo. Quero entender pelo menos uma parte de tudo. E então...ter paz. Aquela sorte de um amor tranquilo, sabe?! Porque de fato não há muita tranquilidade por aqui há uns tempos. E eu estou apenas...com olheiras de tanto sonhar acordada, a espera, no aguardo, na vigília, na ação desse grande amor. E ele...ele não vem. Ele não chega. Eu não o alcanço. Eu não o cativo. Às vezes o vislumbro, mas é tão longe no horizonte, e às vezes nem me dão tempo de cruzar a linha a minha frente. Será que caminho ou fico caminhando em círculos, em busca desses sonhos?
"Pra quem não sabe amar...procura alguém que caiba nos seus sonhos"
Então eu me desmonto. Será que eu não sei amar? E como que faz, então? Sinto vontade de recomeçar tudo, desde o começo, para fazer melhor, estar com mais atenção aos detalhes, ficar mais focada, não confundir. Quero tanto aprender amar como se deve! Mas não sei por onde começar, fico sem graça. Fico errando desde o começo, pois julgo até meu choro por uma propaganda. Eu quero mesmo é amá-lo. Dizer a esse choro que mesmo ele sendo choro, ele é parte de mim e tem seu valor.
Difícil refazer a rota mais comum dos caminhos do meu coração, na qual esqueço que pra fazer diferente, é preciso começar de novo e me amar, de novo, e de novo, e de novo. Afinal, sou feita de recomeços...
O coração cansado agradece a atenção. Agora ele precisa ir...cansou, por hoje, de ser romântico sozinho. Precisa recuperar o sono perdido e vai rezar para que tenha sonhos floridos. Quem sabe até sonhe com o amor. Quem sabe.
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