Mais uma vez tomo aquele velha e conhecida (apesar de sempre parecer desconhecida) decisão de desfazer os nós. Mais do que desfazer os laços, eu quero desfazer qualquer nó que esteja aparente entre nós, e mesmo o que não estiverem aparentes...eu quero desfazê-los e andar livremente. Isso não é uma responsabilidade sua, e se eu os sinto como prisão, é por conta de minhas escolhas e expectativas. Quando entender que esses textos que escrevo não falam sobre você, e sim sobre mim, talvez fique mais fácil de compreender meus sentimentos. Tudo aqui é sobre eu mesma, sobre as boas receitas de acalmar o coração, as velhas cartas nunca mandadas, os sentimentos engolidos, as ideias em seu desenvolvimento, as memórias registradas em frases, as suposições criadas, as minhas referências, o que sou. Não se trata de um egoísmo, é necessidade. Eu nem sei bem porque estou me justificando sobre isso. Nunca é sobre o outro. É sempre sobre mim.
O que eu escolhi, o que eu aceito, o que admito, como eu me sinto, de que forma que quero amar e de que forma eu amo, a teoria e prática, os passos que decido seguir, os erros que decido repetir, as esperanças que nutro. E o que fazer com tudo isso? É assim que lido com tudo: escrevo. Não se trata de mais ninguém além de mim mesma. E como tudo isso é sobre mim, não é mais ninguém que me deixa presa além de mim mesma. Sou eu que escolho ficar presa.
Antes de tudo, é preciso dizer: há certa rigidez interna falar sobre escolhas dessa forma, já que os sentimentos vêm antes da razão escolher qualquer coisa que seja. Então, de fato, há tentativa de rigidez e de controle sobre tudo, mesmo aquilo que não está ao meu alcance. Eu só quero me sentir segura e justificar tanto sentimento que transborda em mim. Tento justificar o que sinto, e controlar, selecionar. É, é uma grande exigência, vivo uma cobrança interna que me sobrecarrega. Mas os efeitos da rigidez não termina por ai.
O que eu escolhi, o que eu aceito, o que admito, como eu me sinto, de que forma que quero amar e de que forma eu amo, a teoria e prática, os passos que decido seguir, os erros que decido repetir, as esperanças que nutro. E o que fazer com tudo isso? É assim que lido com tudo: escrevo. Não se trata de mais ninguém além de mim mesma. E como tudo isso é sobre mim, não é mais ninguém que me deixa presa além de mim mesma. Sou eu que escolho ficar presa.
Antes de tudo, é preciso dizer: há certa rigidez interna falar sobre escolhas dessa forma, já que os sentimentos vêm antes da razão escolher qualquer coisa que seja. Então, de fato, há tentativa de rigidez e de controle sobre tudo, mesmo aquilo que não está ao meu alcance. Eu só quero me sentir segura e justificar tanto sentimento que transborda em mim. Tento justificar o que sinto, e controlar, selecionar. É, é uma grande exigência, vivo uma cobrança interna que me sobrecarrega. Mas os efeitos da rigidez não termina por ai.
Para além desse impacto inicial, para além desses momentos em que os sentimentos me tomam de assalto diante das situações, eu insisto em achar que é questão de escolha permanecer em certas situações. Eu até percebo meus sentimentos e emoções, os identifico e muitas vezes os aceito. Mas, para depois disso, eu acho que decido permanecer em algumas coisas. Penso: eu, que tanto quero permanecer e pertencer, permaneço presa por questão de escolha. Neste caso sim, é questão de escolha. Eu sei que não me faz bem e...muitas vezes não há movimento de transformação. Eu identifico e percebo o sentimento, o coloco numa planilha (às vezes numa planilha inconsciente) e permaneço observando-o. Sento-me e fico olhando bem fundo nos olhos do sentimento, como se quisesse fazer desaparecer. Mas eu não faço desaparecer, nem nada. Ele fica lá, e eu o contemplo, o difamando. Eu apenas o desrespeito, o julgo, ameaço. Mas...ficamos cara a cara, e nada faço.
Às vezes eu movimento. Eu tomo coragem e tento encaminhá-lo para outro setor. Porém, quando há, o movimento me parece lento e desarmônico. Esqueço-me que uma transformação se trata de um processo que merece respeito e paciência. Diante desse esquecimento, eu escolho não me respeitar e ser paciente. Eu sou rígida. Eu quero logo. Eu procuro ser prática. Eu me cobro para "sarar" logo. O mundo todo está se curando e você ainda não, menina? Mas que mania boba!!
Às vezes eu movimento. Eu tomo coragem e tento encaminhá-lo para outro setor. Porém, quando há, o movimento me parece lento e desarmônico. Esqueço-me que uma transformação se trata de um processo que merece respeito e paciência. Diante desse esquecimento, eu escolho não me respeitar e ser paciente. Eu sou rígida. Eu quero logo. Eu procuro ser prática. Eu me cobro para "sarar" logo. O mundo todo está se curando e você ainda não, menina? Mas que mania boba!!
Assim, eu concluo que eu sei sim permanecer, eu tenho certo dom. Mas acho que canalizo tudo isso em prisão, e me associo ao conceito de controlar os sentimentos, de me organizar melhor, deixar de bobagem e de tanto sentimento.
Eu não quero mais permanecer nessa prisão. Não quero mais contemplar os sentimentos, xingá-los, tentar transformá-los e xingar o processo lento e gradual. Talvez seja preciso paciência comigo mesma, respeito ao meu peito aberto cheio de cicatrizes. Quero pertencer aos sentimentos sinceros, à simplicidade, à essência, e acolher cada parte minha. Eu quero minha essência, e quero desesperadamente. Eu quero minhas raízes, minhas seguranças.
É em tudo que eu sei que posso ser (acolhedora, paciente, compreensiva) que eu realmente me sinto bem. Porém, quando eu lido com um sentimento mais ruim, eu logo afirmo que sentimentos não servem para muita coisa. Eu os viro de cabeça pra baixo e fujo, disparo a correr sem muita direção. Eu cansei de fugir. Eu me quero de volta. Eu me quero para mim. Não quero mais viver o que esperam de mim, eu quero só...sentir e deixar de me julgar por isso. Sentir e acolher, identificar calmamente do que se trata aquilo, e então transformar o que for preciso.
Eu não quero mais permanecer nessa prisão. Não quero mais contemplar os sentimentos, xingá-los, tentar transformá-los e xingar o processo lento e gradual. Talvez seja preciso paciência comigo mesma, respeito ao meu peito aberto cheio de cicatrizes. Quero pertencer aos sentimentos sinceros, à simplicidade, à essência, e acolher cada parte minha. Eu quero minha essência, e quero desesperadamente. Eu quero minhas raízes, minhas seguranças.
É em tudo que eu sei que posso ser (acolhedora, paciente, compreensiva) que eu realmente me sinto bem. Porém, quando eu lido com um sentimento mais ruim, eu logo afirmo que sentimentos não servem para muita coisa. Eu os viro de cabeça pra baixo e fujo, disparo a correr sem muita direção. Eu cansei de fugir. Eu me quero de volta. Eu me quero para mim. Não quero mais viver o que esperam de mim, eu quero só...sentir e deixar de me julgar por isso. Sentir e acolher, identificar calmamente do que se trata aquilo, e então transformar o que for preciso.
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