Apesar de estar escrevendo, queria dizer que esse é o último. Eu vou te esquecer tão profundamente e de forma tão cirúrgica, que eu mesma vou me impressionar comigo. Já me surpreendi com minha incrível capacidade de me apaixonar rapidamente, profundamente (por alguéns que nem sabem como faz isso). Já me surpreendi com minha encantadora percepção deturpada da realidade. Fico impressionada com meu senso analítico raso e inocente, que me coloca a provas desnecessárias.
Extra! Extra! Vejam só mais este caso: me envolvi, me apaixonei e o que sobrou dessa história? Até queria ter uma boa impressão das lembranças, mas elas me parecem tão falsas que não fazem sentido que existam. Quero que elas se explodam. O nada extraordinário caso da mulher que amou demais e recebeu de menos. Toda semana uma nova apresentação.
Parece até que saio em turnê, de tão habilidosa que estou em viver algo assim. O problema é que no final, quem sai machucada desse espetáculo sou eu. É sempre assim. Pago pra ver e entro num prejuízo que custa a se recuperar. "Pagar para ver o invisível, e depois enxergar".
Adianta dizer o quanto tô cansada desse velho jogo? Adianta dizer que eu tô querendo distância de qualquer superficialidade? Adianta dizer que tá doendo, e eu estou farta que esteja doendo novamente? E que eu me odeio por ter me colocado novamente nessa situação complexa, que custa a sarar? No final das contas, e depois que eu te esquecer por completo, será apenas mais uma história boba que eu disfarço que vivi, disfarço que me entreguei.
No final das contas, sou só mais uma romântica, boba, que se apaixona rápido demais e nunca sabe o que fazer com tanto. Sou apenas alguém que não seleciona bem seus amores, que acredita demais na reciprocidade e sonha em ser capaz de amar e ser amada. Apesar dos amores me acharem pequena, fácil de ser enganada, frágil demais pra lidar com a verdade, sou alguém que prefere a verdade antes de muita coisa, e às vezes só queria ser tratada com respeito (e receber um fora de forma decente) (por que parece tão difícil um desses alguéns me dar um simples - e aparentemente supervalorizado - fora?). Quanta ilusão! Quem dera eu soubesse viver sem ser nesse espetáculo que me cega.
Aproveito que é carnaval e não é fevereiro, e me pinto de bem resolvida e de quem sabe selecionar bem suas paixões. Quem sabe, de tanto encarar esse personagem, eu de fato me torne dessa forma?
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