sábado, 27 de abril de 2019

Distância

Tem gente que a gente ama à distância. Não se convive, mas se ama.
Não quer dizer que o amor é platônico, e apenas se diz que se ama porque não há convivência. É por justamente ter tido muita convivência que não se pode amar de perto. Se ama de longe, e se ama apenas (como se o amar fosse um apenas...). O longe é a forma encontrada para amar e continuar amando, porque se sabe que separados ou não, há amor.
Porém, estar próximo faz crescer uns cortes doídos e, apesar de amar, não se tem como cultivar o auto amor. Esse é o mais importante, talvez seja subjulgado hoje em dia.
A distância dói, mas dói mais ainda quando se está próximo. Então, que haja amor de longe, mas que haja amor.
Apenas.
Já que o amor não é um simples apenas, é possível que ele baste. Apenas ele.
Sigo te amando daqui, já que insiste em morar em meu peito. Te amo sem problemas em assumir isso, apenas em viver isso. Os anos passam e você continua dentro de mim, e eu continuo te amando daquele jeito que era nosso: carinhoso, íntimo, terno, inocente. Mas, sinto tudo isso com você bem longe. E, quando a vontade de estar junto aperta, eu digo a ela para se acalmar, e relembrar como era estar junto que, apesar de bom, doída para os dois.
Espero numa outra vida te encontrar e vivermos na prática de se estar perto o que sentimos, alcançando as diferenças e não as enxergando como problemas. Apenas entendendo e abraçando as diferenças, dispostos a amar mais, amar mesmo. Nosso amor é de verdade (nosso porque sei que não é só meu. E nosso porque construímos juntos). Então te amo daqui e guardo no peito todo esse sentimento incrível que sinto por ti.
Te amo.

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