domingo, 15 de março de 2026

E você?

 Talvez esse texto inaugure uma jornada de textos sobre como estou depois desse amor que vivi. Foi o relacionamento mais longo que tive e mais intenso. Infelizmente, intenso demais. Meu coração saiu disso mais machucado do que eu em dou conta, e eu não sei o que fazer com essa informação. Só sei parar e cuidar do meu coração, mas ai às vezes eu acho que estou pegando leve demais comigo e começo a achar que já estou toda boa. Eu não estou boa. Eu sai de um sonho que não era mais sonho há uns dois anos. Mas era extremamente difícil admitir que eu, simplesmente, não estava mais feliz. Quer dizer, isso é complexo. Eu estava feliz, mas ia me machucando pequenos momentos. Eu não sei se sou sensível demais ou se escolhi, realmente, uma pessoa egoísta. Fico pensando "mas não é todo mundo assim?". Eu justifica tanto o que você fazia que passei a normalizar. E normalizei coisas que me feriram. E agora acho que essas coisas devem ser normais mas, quando conto para alguém, me falam o quanto eu fui boazinha demais, o quanto eu fui passiva demais. Eu fui...porque te amava profundamente e fazia sentido te amar sob todos os aspectos. Até mais do que eu mesma. Quem se importa com o que eu acho? Você sempre tem mais razão que eu. Sabe argumentar melhor, né. Fala com segurança que me faz achar que eu estava ficando louca. Que doido pensar que vivi isso tão normalmente por uns dois anos. 

Digo dois porque tudo desandou no meio do relacionamento. No começo eu achava que você era perfeito pra mim, que finalmente tinha encontrado um cara que a energia batia, que as ideias se encaixavam, que um ajudava o outro sempre. Mas depois de um tempo você foi me ensinando que eu não precisava de você para fazer absolutamente nada, nem aquilo que eu achava que era seu papel como namorado fazer. Não...eu lido com meus medos e receios sozinha. Eu cuido da casa sozinha. Eu resolvo isso. Dou um jeito. E você? Se prestava a uma papel meio inútil, devido a sua grande indiferença a tudo. Acho que a ferida mais aberta foi a indiferença que você demonstrou. Eu não era nada, nem servia para receber um bom dia. Mas ai você mudava o humor e exigia que eu estivesse feliz mesmo depois de ter sido ignorada por você. Como que eu posso me manter sintonizada se tudo isso acontecia? Como que continua admirando você se você me tratava, em geral, mal? 

E até hoje eu resisto muito em dizer que você me tratava mal. Porque parece pesado demais. E você não era assim o tempo todo. Mas era muitas vezes. E quando eu dizia que me incomodava, você dizia que eu exagerava ou que entendi errado. Ou era taxada de sensível demais ou de burra, em outras palavras. Também resisto em escrever e afirmar isso, mas analisando bem....era exatamente assim. 

Faltou maturidade. Talvez educação ao longo da vida...ficava me culpando por ter escolhido um cara tão mal educado...e que não parece assim. Mas é. Não faz questão de ser simpático, não faz questão de agradar, não faz questão de ouvir o outro. Que pessoa difícil. Se fosse só eu que falasse isso...mas não era. E eu resistia. Justificava. Era só o seu jeito! Que seja, sem problemas. Mas não quero conviver com esse jeito, tá certo? E eu diria que hoje é simples assim. Continue sendo você, tá ótimo. Só não quero mais conviver com você. Pode se manter igualzinho, eu não me importo mais. Me importei muito. Mas de novo eu pegava as coisas pra mim e tentava resolver. 

Suas críticas era que eu não conseguia ver o seu lado e também que via mais o lado negativo das coisas. E eu ficava me culpando pensando "poxa, será que não estou sendo compreensiva o bastante?". A sua percepção imatura me trazia uma reflexão doentia. Nem suas críticas me faziam crescer. Eu não descobri coisas sobre mim porque estávamos juntos nos ajudando. Eu percebi coisas sobre mim porque você se afastava e era indiferente e eu percebia o quanto eu era capaz de realizar diversas coisas. 

E agora tudo me lembra você na casa que eu moro, que é a casa que a gente construiu juntos. E eu fico com a parte mais difícil que é conviver com a sombra desse relacionamento diariamente. Eu que lido com as cores das paredes que escolhemos juntos. Eu que lido com os pratos que decidimos juntos. Eu que durmo nessa cama que não tem mais você. E apesar de eu querer muito que fosse embora da minha vida, você ficou e eu fico com saudade dessa lembrança. Lembrança dos dias bons, dos bons momentos, momentos em que eu sentia que você me percebia e cuidava de mim. Isso existe, você que escolhe não praticar. E isso que me deixava triste...e me deixa até hoje. Tudo que poderíamos ser e não fomos. Tudo que poderíamos viver e não vivemos. E não sinto que foi por falta de insistência da minha parte. De busca por um relacionamento saudável. Eu busquei. Eu lutei. E você? 


Texto de 15/03/2026

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Baixinho

Ah mas quer saber?

Me pego pensando se você lembra de mim às vezes, se você pensa de repente em mim, lembra de algo meio assim sem querer.

Eu juro que tô tentando não pensar em você e em nosso "e se". Mas não sei porque volta e meia você vem na minha mente. Eu não deixo se aconchegar, mas tem dias que a cena de você sentado na poltrona da minha mente é tão bonita, que não tenho coragem de te expulsar de lá. Olho pra ti, vejo o brilho nos seus olhos e sem perceber permaneço uns minutos, chego até a pender minha cabeça um pouco pro lado, fascinada com tanta possibilidade numa só cena.

Hoje eu te deixei sentir-se bem tranquilamente, coloquei um disco que me lembra você e vivi isso. Tentando não tomar o café amargo da Marisa que concorda comigo que não é fácil tudo isso.

Sonho muito com janeiro chegando, você me procurando, pedindo pra recomeçar. Não deixo de esconder esse sonho aqui dentro, mas também não deixo de saber que ele existe. Meu coração fala bem baixinho esse sonho, e eu o faço silenciar, pois não há porque maturar algo desse tipo. Quero, apenas, te colocar no passado. Mas te coloco na minha fé no futuro, e eu me culpo de um tamanho sem fim.

Acho que vou silenciar o disco que me lembra você, já que é a única coisa que consigo, efetivamente, silenciar agora.

Até quem sabe qualquer dia, despretensioso, em que a gente se veja por aí. A esperança é meu motor...droga.


25/07/2019

De novo, você

Relendo meus textos, procurando um pouco de mim mesma. E então me questiono se você ainda lembra que eu gosto de escrever. Se você lembra de como eu gostava de escrever sobre nós, sobre você, sobre como eu me sentia, e sobre todos os sentimentos que cercam a vivência do amor: paixão, esperança, raiva, ciúmes, solidão, músicas, alegria, incerteza, certezas, arrependimento, carinho, ternura, choros, perdão, recomeços, certezas, amor. 

Qual a utilidade de eu saber se você se lembra ou não? Qual a necessidade de você lembrar disso? Deve ser o mercúrio retrógado, meu coração criando ilusões sobre o passado, vendo tudo de forma distorcida. Distorcendo o quanto era recíproco, o quanto é importante para mim como é para você. E nem deveria mais ser importante nesse nível. Mas apenas...continua existindo. 

As coisas que acontecem comigo...elas acontecem e quando tudo passa, ou quando tudo está acontecendo, tudo que eu quero é sentar a sua frente e te contar. Quero te escrever e te dizer que estou assim, que eu consegui isso, que está acontecendo isso, que conheci tal pessoa e parece que dessa vez vai dar certo. Até isso quero te contar, porque você está para além de qualquer rótulo de relação que existe. Sei lá te rotular, sei lá explicar todos os choros que tivemos, que tive, que teve. Sei lá explicar tudo isso que sinto quando lembro de você. Você é muito especial mesmo para mim, e parece que pelo menos uma vez ao ano eu venho aqui, sento-me a me ponho a escrever sobre como você é você e é especial. 

E eu sei hoje que você é especial, e eu já sabia antes também. Mas a pouca idade, o intenso amor, os grandes sonhos...esse tanto fez com que criássemos algumas distorções. Tantos questionamentos....será que a gente se fazia bem mesmo? Não sei. Só sei que foi especial, e eu estou aqui com medo de postar esse texto porque, mesmo eu acreditando que mais ninguém entra e o lê, mesmo eu sabendo contar nos dedos quem pode, talvez, ler isso, mesmo assim....eu tenho um grande vergonha de admitir que tudo isso está vivo aqui. Vergonha porque não quero que pensam que eu desejo que você volte, que você fique comigo. Não é exatamente isso, é incrivelmente complexo. Não torço contra os rumos que sua vida está tomando, não quero terminar ou começar nada. Não quero exatamente as coisas de volta. Não é isso! Só queria poder viver um outro universo em que nós acertamos e fazemos as coisas se ajustarem, em que fazemos mais terapia e entendemos o que é afinal essa coisa maluca que existiu (e eu nem falo no presente porque sei que isso tudo é algo que eu construí na minha cabeça, afinal você está vivendo sua vida!) entre nós. 

Eu quero verdadeiramente que você seja feliz, e tenho que começar a admitir, depois de tanto tempo, que não sou eu que te faço feliz. Mesmo eu querendo verdadeiramente, eu sei que não sou. E está tudo bem. Vou vivendo daqui. Entendendo, aos poucos, que grandes amores estão para além de qualquer rótulo que eu vivo buscando em criar e usar. Ou talvez seja um rótulo maluco de uma visão distorcida de tudo. Mais provável que seja isso. É, é isso. Preciso de mais e mais terapia....me desculpe. 

Mesmo com vergonha, posto porque acredito que quem me lê vai me julgar, mas me julgar em silêncio. Se é que alguém lê....se é que não estou apenas falando com as paredes. Eu já disse isso: escrevo para mim mesma. Daqui um ano vou estar me relendo buscando me entender. Vou me reler e dizer "de novo, você".

05/11/2021


sábado, 31 de agosto de 2024

Bicicleta?

Curiosa para saber quem mais vem até aqui neste blog (que nos meus tempos mais dramáticos chamava de "blog falido", pobrezinho. Não faliu não, aqui tem muito sobre quem já fui e quem sou). Quem mais estaria interessando em ler sobre tudo isso que guardei e guardo em mim? Quem mais estaria interessado ainda em me ouvir, e visitar meu coração por dentro, tomar um chá para aquecer o corpo, dar umas risadas para aquecer a alma? Por favor, fale comigo. Eu preciso saber. 

Ultimamente me coloco como vítima do mundo, como alguém que não merece viver o melhor da vida, sendo que já conhece e sonha com este melhor. Mas parece que não estou vivendo tudo isso! Por que esse sentimento tem sido constante? Sonho em desistir do trabalho, diminuir a quantidade de coisas que possuo, colocar tudo numa mala e sair por ai. Visitar lugares, morar em outros (e sempre com o Fred, porque ele é meu cachorro e não sei viver sem ele. Em nenhum cenário eu me separo dele). Quero ver mais o mar, quero conhecer novos restaurantes e comidas gostosas, quero sentir mais a música ao vivo, quero dançar e me divertir, quero me arrumar e me sentir bonita, quero conhecer pessoas e suas histórias, quero ler mais e ter vontade de fato de ler, quero aprender coisas novas, quero ser meio que outra pessoa. Talvez eu já seja essa pessoa que quero ser, mas de onde estou, não me vejo sendo de fato. O que eu quero da minha vida, afinal? Talvez seja comprar uma bicicleta e perder o medo de dirigir na cidade. Ou quem sabe morar do lado do metrô e viver se deslocando mais facilmente por essa cidade incrível na qual moro. Mas o que estou vivendo? Vivendo apenas a rua que moro, a rua que trabalho, a rua do mercado que vou. Não que não goste dessas ruas, mas queria conhecer mais outras ruas. Queria me sentir mais em casa na casa em que estou. Mas não me encaixo, não me vejo aqui. 

No silêncio da noite, às vezes eu me escuto e me sinto sozinha e ai me sinto em casa. O chão que toco é meu, esse sofá tem minha energia, essas prateleiras de livros existem dessa forma, cheias, por mim. Sou eu. Mas me deito na cama e não me sinto confortável, não acesso o sentimento de satisfação por ir dormir na minha cama. Não sinto minha energia, e isso é uma das coisas mais estranhas que já senti. Me sinto em constante alerta. Não pertenço a este lugar. Meu lugar não é aqui. Meu corpo me dando indícios, meus pensamentos não sossegando um minuto, e eu insistindo porque, talvez, eu esteja errada. Ou talvez...eu esteja certa. Já se permitiu pensar assim? Não, nunca. Não posso aceitar que estou certa. Esse cenário é assustador demais. 

Talvez me permita por alguns minutos mas, quando exponho isso, me sinto como uma criança incapaz de realizar qualquer passo posterior. Me sinto como uma criança que está perdida, perdida e sozinha numa casa cheia de quartos e sem luz, numa noite escura. Me sinto andando pelos corredores e chegando em cômodos em que a luz não acende. Como parece que a casa não é minha, não reconheço onde estão os móveis e, por conta da escuridão, acabou batendo o dedinho na quina nestes desconhecidos. Bato o dedinho, o joelho, caio, me bagunço toda. Não vejo. Não vejo! Não enxergo, e não sei como faz para acelerar o tempo e fazer a noite amanhecer logo, para que o sol me ajude a ver a saída. Cadê o sol? Cadê esse relógio? Deve estar quebrado!! O dia não chega, a noite fica, o sol não desponta. A cama não me acolhe, e eu só fico a sonhar e a sonhar, sem agir, sem sair, sem amanhecer, sem saber para onde vou, como vou, se devo ir. Caminho sem direção, sem certeza, sentindo que deveria ficar e que algo está errado. 

Texto de 30/08/2024

sábado, 30 de março de 2024

É você, só você

Tô aqui deitada ao seu lado, numa manhã de domingo. Tem silêncio na rua, os cachorros ainda não começaram a latir. Não tem motos com seu escapamentos falidos, não tem vizinhos falando no hall. Tem pássaros cantando ao longe, baixinho. E a geladeira fazendo aquele barulho de sempre. E tem você deitado ao meu lado, dormindo. Eu acordei para ir ao banheiro e voltei pras cobertas. E antes de voltar a dormir, fiquei uns minutos observando você dormindo. Minha cama é pequena pra nós dois, quer dizer, ela podia ser mais confortável. Mas você nunca reclamou, mesmo eu tendo certeza que se contorce para dormir bem aqui. E aí eu te olho de pertinho, e começo a pensar no quanto você é especial para mim. 

Fiquei lembrando dos primeiros dias, mais especificamente do primeiro encontro. A conversa que não queria terminar, o beijo que era o primeiro e não queria ser o último da noite. Seus braços me envolvendo pra gente se beijar, pela primeira vez, na calçada daquele restaurante. A gente decidindo que a noite não podia terminar ali. Então tomamos a decisão que me fez ter uma pontinha de certeza de que você era mesmo especial: ficamos na calçada da sua casa, na frente do portão, conversando mais uma conversa sem fim. As horas foram passando, você viu? Nem eu. E a lua tava linda, o céu começou a clarear um pouco, e eu comecei a lembrar que precisava ir embora. Mas não podia ser nosso último encontro. E que bom que não foi só eu que pensei assim. 

Como somos chamados de emocionados, no dia seguinte fomos pra mais uma conversa sem fim. Eu já te via de uma forma diferente, te enxergava como alguém especial. No nosso segundo encontro já sentia que te conhecia há muito tempo, que éramos velhos conhecidos que ainda não se conhecem. Desde o início eu tinha a sensação que você tinha "vários rostos". Eu ficava tentando decifrar o que se passava na sua cabeça. É algo bom! Você é cheio de sentimentos e não esconde isso. Por isso me dá essa sensação, até hoje. Você é imenso e demonstra isso num olhar. Aliás....seus olhos! São os mais encantadores que já conheci. Não sei explicar o quanto eu vejo doçura em você atrás do seu olhar. Talvez a pinta sob sua pálpebra esquerda dê um toque a mais. Ou a pintinha que tem perto do seu olho esquerdo. Mas seus olhos....apesar da sensação de "vários rostos", seus olhos sempre me passam segurança. Me passam fortaleza. Parece que eu posso entrar e mergulhar. Eu quero e faço isso. Nada faz mais sentido que isso.

Não estou sabendo, ultimamente, expressar o que eu tô sentindo; acho que me sinto meio baqueada com tanto amor e carinho que recebo. Várias minhocas inconscientes achando que não mereço tudo isso, ou que é uma sensação temporária. Aí eu te encontro e olho pra sua pintinha na pálpebra esquerda e essas minhocas se explodem. Não resta nenhuma. 

Eu quero que saiba que eu nunca me senti tão amada assim. E não sei nem dizer o quanto sou grata por isso, às vezes nem sei reagir. Eu sinto que tenho tanto amor aqui dentro, e de repente me vejo numa relação que eu também recebo muito amor, do jeito que eu enxergo amor, do jeito que eu logo reconheço como amor. E eu sigo um pouco chocada que isso existe mesmo, que eu tive razão em não deixar de acreditar que o amor é poderoso e que ele pode sim existir na minha vida do jeitinho que estamos vivendo. Nem nos meus sonhos mais doidos eu saberia te inventar. Você é muito mais do que qualquer criação minha. E é por isso também que sei que não tô iludida, porque eu não saberia inventar alguém que se encaixa comigo numas coisas tão pequenas e tão simples. Sempre achei que eu era a que enchia de carinho. Mas você me carrega até a cama e me cobre inteirinha. Eu sou constantemente coberta de carinho, de tantas formas, que nem sei se tô fazendo o mesmo por você. Eu, na verdade, tô até um pouco em choque que isso está mesmo acontecendo. E quero muito viver tudo que podemos!

Eu sei, simplesmente, que não é momentâneo ou então brilho do começo. Eu simplesmente sinto que eu posso te fazer bem e te amar, assim como você me faz bem e me ama. E eu quero muito cuidar muito de você, estar ali ao seu lado, ser a pessoa com quem pode contar. Como você diz para mim, você não vai estar mais sozinho. Eu estou aqui. E você também. Estamos, juntos. Eu amo você!

E muitos textos como esse vão aparecer. Afinal, você me transborda!

01/05/2022

Constante

Estamos agora deitados juntinhos no sofá, você tirando um cochilo e eu simplesmente tô aqui imaginando um mundo cheio de vida com nós dois. 

Quero ver o mundo com você. Quero viver tudo que pudermos viver nessa vida e, de preferência, as melhores coisas. O que eu sinto me transborda, eu sei que não é passageiro, eu sei que nós nos conectamos e assim será nossa vida: com risada, com calma, com força, com coragem. Você disse que eu faço a vida ser simples....eu também me sinto assim! Você transformou a minha vida de um jeito que me parece que tudo é possível, parece que todos meus sonhos estão começando a se realizar. Quero te fazer muito feliz. Quero ser minha melhor versão pra gente viver o melhor de tudo. Te amo muito. Obrigada por existir em minha vida. Que bom que eu te encontrei! 

24/04/2022

Mais cinco minutos

Eu sei que você precisa ir, mas não pode ficar mais cinco minutos? 

Eu entendo que você não queira ficar, mas você pode me abraçar até que eu esteja mais pronta pra te abrir a porta? Esse abraço talvez demore, talvez eu não te largue mais, talvez a gente fique com câimbra e caia ao chão ou fique com muita fome e resolva pedir uma pizza mas....me deixa te abraçar até que eu esteja pronta? 

Pode parecer egoísmo, eu encara isso como um coração tão machucado, que não sabe direito mais como agir para se manter inteiro. Eu simplesmente não aguento mais sofrer por um amor do jeito que tô sentindo por você. Realmente tá doendo. Eu não quero mais que doa. Não consigo conceber a ideia de que vai doer ainda mais, e de novo, até que eu me sinta minimamente bem sem você na minha vida. Por que você tá escolhendo não me ter em sua vida? O que eu posso fazer? 

Já que você está decidido, sua mente está feita: devemos nos separar, então pelo menos me deixe ficar abraçada à você até que eu consiga te deixar ir. Pelo menos me deixe chorar em seu peito a falta que você fará. Me permita sentir seu cheiro, registrar cada gotícula, até que eu consiga imprimir na memória e e tão acorde lembrando de como era acordar ao seu lado. 

19/02/2022